26 de setembro de 2011

Resenha: Cheio de Charme - Marian Keyes

Oi gente!
Como prometido, eu comprei esse livro e finalmente li. Sério, eu estava atrás dele fazia uns bons 6 meses. E como fã da Marian Keyes, como já deu pra perceber, acho que foi um dos melhores.



Tooodo mundo se lembra de onde estava quando ouviu a notícia que Paddy de Courcy ia se casar.
Entretanto, para quatro mulheres em particular, a grande novidade sobre o carismático político é especialmente importante.
A consultora de estilo com os cabelos roxo, ("Bordô, por favor"), Lola Daly, tem todos os motivos para querer saber quem é a pessoa com quem Paddy vai se casar - afinal, mesmo sendo a namorada do cara, ela não é, definitivamente, a noiva. De coração partido, Lola foge da cidade e vai para uma cabana no litoral. Será que o retiro se provará tão idílico quanto ela imagina?

"18h01
O telefone tocou - era ele!
Ele disse: - Você viu o jornal de hoje?
- On-line - respondi.- Eu nunca leio jornal. (...)
- Desculpa você ficar sabendo desse jeito. Queria te contar, mas algum jornalista...
- O quê? Então é verdade? - gritei.
- Desculpa, Lola. Não achei que você levasse a gente tão a sério. A nossa história era só diversão.
- Diversão? Diversão?
- É, a gente só estava saindo há alguns meses.
- Alguns? Dezesseis. Dezesseis meses, Paddy. Isso é bastante tempo. Você vai mesmo se casar com essa mulher?
- Vou.
- Por quê? É amor?
- Claro. Não me casaria se não fosse amor.
- Mas eu achei que você me amava.
Com a voz triste, ele disse: - Nunca te prometi nada, Lola. Mas você é incrível, uma mulher incrível. Uma em um milhão. Se cuida. (...)"

Não se a jornalista Grace Gildee puder fazer alguma coisa. Ela quer uma versão bem íntima do noivado do De Courcy e acha que Lola tem a chave desse segredo. Grace conheceu Paddy há muito tempo. Mas por que será (ai, que ódio!!!) que ela não consegue esquecer o sujeito?

"- Nunca conheci uma mulher como você, antes - disse ele, encantado,
Eu não podia olhar para ele. Engoli a saliva tão alto que nós dois escutamos, e meu gogó subiu e desceu como se fosse um pistão.
- E não conheci outra desde então.
Jesus Cristo! Tentei olhar de canto de olho para ele e, quando nossos olhos se encontraram, uma emoção brotou entre nós. (...)
Fui tomada de desejo. Daria tudo por uma noite com Paddy. Uma noite do corpo dele nu, uma noite de sexo selvagem, carinhoso, enlouquecedor em todas as posições possíveis, uma noite com ele dentro de mim, o rosto contorcido de desejo por mim, por mim, por mim..."

A irmã de Grace, Marnie, pode ter a resposta. O problema é que ela também tem pendências a resolver com o passado. Seu querido e adorado marido e suas lindas filhas são maravilhosos, mesmo assim, eles não conseguem afastar a lembrança daquele primeiro amor: um certo... ele mesmo: Paddy de Courcy. Do que Marnie precisa para levar sua vida adiante?

"Paddy de Courcy. Não pensava nele fazia muito tempo. Ocasionalmente uma vez por ano ou a cada dois, seu nome era mencionado pela mãe ou pelo pai, às vezes por Bid, mas ela nunca se permitia lembranças penosas. Bastava ouvir o nome para que uma barreira de gelo se formasse, como um guilhotina, arrancando todas as lembranças do passado.
Mas, naquela manhã, não conseguiu se defender contra lembranças indesejadas. Estavam lá, agudas e frescas, e ela mergulhada de volta na sensação de alívio entorpecente que sentira quando conhecera Paddy, a sensação de finalmente ter encontrado sua parte perdida."

E o que dizer sobre a futura Sra. De Courcy? Alicia fará qualquer coisa pelo noivo e está determinada a ser a primeira-dama perfeita. Mas será que ela conhece o verdadeiro Paddy?

"Nunca fora bonita, aceitara isso há muito tempo. Melhor assim, porque a qualquer menção depreciativa na imprensa à sua falta de élan havia outra referência desdenhosa às suas feições angulosas. A primeira e mais maldosa fora: "A noiva vem a galope!". Ficara devastada (...)
- A gente pode processar? - perguntara, às lágrimas.
- Não. A gente não pode. - Paddy ficara exasperado. - Melhor se acostumar.
- Você está dizendo que vai ter mais?
- Isso.
- Mas por quê?
(...) - Isso - Paddy disse de supetão - Estão com inveja de você.
Inveja! Quando se deu conta disso, tudo mudou. Jamais pensara que alguém pudesse ter inveja dela; não costumava provocar esse tipo de reação. Mas agora.. bem... inveja..."

Quatro mulheres diferentes. Um homem terrivelmente sedutor E o segredo sombrio que conecta a todos.

***

Como todos os livros da Marian, ela trás assuntos polêmicos do universo feminino, como problemas com drogas, violência contra a mulher, superação, depressão... O que eu acho bem legal ela abordar sempre nesses temas, já que, nada melhor do que um livro, mostrando todo um contexto, para "alertar" a sociedade, de alguma maneira. É livro bem longo, não pode ter preguiça de ler (eheheh) com seus altos e baixos, intercalando entre as 4 personagens principais e seus diferentes pontos de vista e narração,  fazendo com que o leitor reflita. Muito recomendado, com certeza um dos melhores que já li.

Beijão :*

25 de setembro de 2011

News #9 - Editora Fundamento

Olá :)
E esse domingo tedioso venho mostrar a novidade da Editora Fundamento.


Rangers - Ordem dos Arqueiros 8
Reis de Clonmel


É um raro momento de folga para Will e os outros arqueiros. Todos haviam deixado seus postos, por alguns dias, para participar da Reunião Anual dos Arqueiros. Uma oportunidade de reencontrar os amigos e compartilhar histórias de aventuras.
Distante de tudo isso, Halt está na costa oeste, a fim investigar um mal que floresce na região. Uma terrível seita religiosa formada por um infame grupo de malfeitores conhecido como “os forasteiros”. 
Halt descobre que a influência do culto maligno já chega a cinco dos seis reinos que formam a Hibernia. Apenas o reino de Clonmel se coloca entre os forasteiros e o domínio de todo o território hiberniano. 
Agora, cabe a Will, Halt e Horace lutar em defesa da liberdade de Clonmel e destruir as pretensões da seita. Em meio ao conflito, segredos serão revelados e Halt precisará encarar alguns fantasmas de seu passado.
Um confronto que pode se mostrar ainda mais difícil do que a batalha por Clonmel.

Conheça outros livros da coleção!
Rangers – Ordem dos Arqueiros 1 – Ruínas de Gorlan
Rangers – Ordem dos Arqueiros 2 – Ponte em Chamas
Rangers – Ordem dos Arqueiros 3 – Terra do Gelo
Rangers – Ordem dos Arqueiros 4 – Folha de Carvalho
Rangers – Ordem dos Arqueiros 5 – Feiticeiro do Norte
Rangers – Ordem dos Arqueiros 6 – Cerco a Macindaw
Rangers – Ordem dos Arqueiros 7 – Resgate de Erak
Rangers – Ordem dos Arqueiros 8 – Reis de Clonmel

É isso, minha gente :*

24 de setembro de 2011

Coisas alheias #14

Estava apoiada na pia do banheiro. A água fria escorria pelo meu rosto, e eu olhava meu reflexo no espelho. Um passado que parecia tão distante, eu ainda enxergava aquela menina de bochechas cor-de-rosa correndo de um lado pro outro. O passado havia deixado marcas, mas havia ido embora, também, como a maioria das coisas em sua vida. Olhava aquele reflexo, e só enxergava olheiras e cansaço. Aquela vontade de desistir, de fugir. De correr... mas pra onde? A janela mostrava o crepúsculo. Mais uma olhada no reflexo, via a água escorrendo, os cabelos que foram molhados, colando em minha testa. Eu sentia falta daquela garota sonhadora, onde sua vida fora idealiza, onde ela fora criada longe de problemas reais. Metade de meu reflexo era bochechas rosadas e a outra metade, um pouco mais velha, meio branca e com olheiras. Metade de minha vida estava escrita em páginas de livros de romance, e aqueles que idealizam e mostravam que, se você tem um sonho basta lutar e seguir em frente.
Eu lutava, lutava, lutava, mas parecia que a cada passo que eu dava nessa corda bamba, ele ficava ainda mais distante, e mais difícil de atravessar e era como precisar agarrar a mão de alguém para não cair num precipício. Eu precisava me agarrar aos sonhos para não cair no precipício da realidade, que tentava a todo custo me puxar para o fundo. Eu não podia. Não, não, não. Precisava aguentar, cantar e sonhar, pois eu sabia e todo mundo sabia que para ganhar, tinha que perder algo. E, eu suportaria alguma outra perda? Suportaria abrir mão de algum sonho para poder aguentar outro tipo de dor? Um grito sufocado em minha garganta. Desespero, falta de esperança, vivendo em uma rotina, naquilo que eu precisava acreditar pra poder continuar... sonhos, sonhos, sonhos...

19 de setembro de 2011

Coisas alheias #13

Ela estava todos os dias desejosa para que algo novo acontecesse; para que ele lhe tirasse da rotina, a fizesse sorrir, a fizesse feliz, como o fazia nos finais de semana em que sua alma se iluminava, se sentia mais leve. Ela queria e desejava isso todos os dias.

18 de setembro de 2011

a little piece of book

"Ele era como ela, experimentava a vida com os mesmo amores transcedentes e desesperos sem-fim.
Ela não estava mais sozinha.
Sua conexão foi instantânea e intensa, e ficar afastado era insuportável. Mesmo que tivesse passado o dia inteiro juntos, a primeira coisa que faziam quando chegavam em casa era um telefonar para o outro.
- Eu queria poder entrar na sua pele - dizia ele. - Costurar você dentro da minha."


Cheio de Charme - Marian Keyes

16 de setembro de 2011

Dilemas #3

- Amor?
- Oi?
- Tenho que te perguntar uma coisa...
- Fale, meu amor.
- Vai responder com toda a sinceridade?
- Sim, amor.
- Jura?
- Juro.
Parou. Ficou contemplando a imagem no espelho.
- Eu to gorda?
- Claro que não, meu anjo.
- Mas olha como essa roupa está em mim. Tá marcando aqui óóóó.
- Te acho perfeita nela.
- Você não está querendo falar a verdade. E você jurou que falaria.
- Mas, amor, eu to falando a verdade. Pra mim, você está perfeita.
- Para de mentir! - Ela se estressou e tirou o vestido, ficando só de calcinha e sutiã. Olhou-se no espelho - Olha aqui, esse pneu, essas estrias. OLHA! ESSA CELULITE!
- Amor, eu não estou vendo nada. - ele bufou. Era impossível.
- Como não? Há uma cratera na minha bunda! Olha isso! OLHA ISSO! - ela chegou maios perto perto dele, mostrando o local.
- Mas nem dá pra ver quase. É bem pequena, amor. Larga de paranoia.
- Agora você concorda que dá pra ver?
- Bom, só se reparar bem..
- Isso quer dizer que você reparou e que concorda. Oh meu Deus. Por que você não me disse antes?
- Mas eu nem tinha visto!
- Preciso voltar pra academia... comprar aquele creme ultra-mega-hiper eficiente que acabaram de lançar para celulite, pras estrias, pro rosto, marcar aquela sessão de limpeza...
- Mulheres...

13 de setembro de 2011

Stuck in a Wondermadland

Caindo. Era isso. Estava caindo e girando. Ao certo, não sabia para onde estava indo, mas estava caindo. Lembrou-se do livro ‘Alice no país das maravilhas’. Será que era para lá que estava indo? Num mundo onde gatos sorridentes falavam e nada havia um tamanho certo? Será que ela ouviria alguém gritar para corta-lhe a cabeça? Mas já vivia num mundo de loucos, julgou. Não sabia a resposta, porém, sentiu um baque e caiu sentada numa rua devastada, aonde havia judeus se arrastando num desfile com soldados os maltratando.  Sentiu-se estranha. A humanidade era tão cruel. De repente houve correria e gritaria. Desespero. Muitos estavam com caras de fantasmas. Levaram-na para um porão, cheio de gente. Sentou-se no chão, abraçou os joelhos. Sim, pensou ao ouvir o barulho de bombas, a humanidade era tão ridícula por pensar que uns são melhores que outros. Tão estúpida a ponto de destruir seus próprios semelhantes. Fechou os olhos e choramingou suplicando para que todos os inocentes vivessem. Ao abri-los novamente, deparou-se à frente de um menino. Ela o olhou, bem no fundo, como se estivesse analisando sua alma. “Olhos de ressaca”. Sorriu de leve, e esquivou-se, começando a correr para um bosque. E quando adentrou, ele se transformou numa densa floresta úmida e fria. Mais pra frente, havia uma clareira cheia de flores. O sol e o vento brincavam entre elas. Olhando para frente viu um monte de lobos se aproximarem. Estavam vindos em sua direção. Encolheu-se e sentiu um animal, o maior dele, pulando em cima de si. Escuridão. Levantou-se e viu-se com vestes pretas. Silêncio, um barulho assustador. Deparou-se com uma varinha na mão… e “Avada Kedavra”, o feitiço atingiu seu peito. Dor? Pensou que sentiria algo… mas não sabia o que estava sentindo. Estava estirada, num mausoléu com roupas antigas um rapaz jazia morto ao seu lado com um vidro de veneno em sua mão. Lágrimas caíram por seu rosto. Avançou, chegando próxima a ele, colando os lábios, para quem sabe, arrancar-lhe um pouco do veneno de seus lábios para ficarem juntos para sempre…
Nada aconteceu. Só sabia que estava beijando o cara mais fofo que nunca foi notado por ela e que estava vestindo um lindo vestido. Ele era o irmão de sua melhor amiga! Ele que a notara quando ela era invisível. Sempre fora ele… sempre…
- HEI! Acorde! – Seu melhor amigo a cutucou, rindo de sua cara amassada. Levantou a cabeça da carteira escolar e viu o livro que estava lendo. Este estava com a página amassada na qual havia parado. Maldita hora que havia pegado no sono. Olhou nos olhos do amigo. Sorriu. Era ele, alguma coisa gritava dentro de si. Sempre fora ele. Sempre.

10 de setembro de 2011

News #8 - Editora Landmark

Olá people!
Vim postar hoje sobre a novidade da Editora Landmark!


O MORRO DOS VENTOS UIVANTES foi publicado em 1847 através do pseudônimo Ellis Bell. Hoje considerado um dos grandes clássicos da literatura universal, caracteriza-se como uma grande história de amor amaldiçoado e de vingança, e visto como a mais intensa história de amor já escrita na língua inglesa, tendo recebido fortes críticas quando de sua publicação no século 19.
Um ano antes de seu lançamento, as três irmãs Brontë - Charlotte, Emily e Anne - haviam publicado uma coletânea de poemas sob o nome de “Currer, Ellis e Acton Bell”. Nos círculos literários ingleses era crença generalizada que as “Irmãs Brontë” e os “Irmãos Bell” fossem as mesmas pessoas. No entanto, o simples crédito deu margem a controvérsias: qual das irmãs Brontë seria qual dos irmãos “Bell? Correntes de críticos afirmavam que os três pseudônimos pertenciam na realidade à Charlotte Brontë; outros sugeriam que os demais pseudônimos “Bell” não se relacionavam com nenhuma das irmãs, e se
referiam a seu Irmão, Branwell. Críticos da época reagiram com indiferença a “O MORRO DOS VENTOS UIVANTES”, comparando-a desfavoravelmente com “Jane Eyre”, de Charlotte Brontë, enquanto outros achavam o livro excessivamente mórbido e violento. Finalmente, a reavaliação crítica gradual encabeçada pela própria Charlotte resultou no reconhecimento do gênio de Emily e na aceitação de «O MORRO DOS VENTOS UIVANTES» como uma obra-prima singular, representando um distanciamento radical da tradição vitoriana de romance, uma vez que - é fortemente influenciado pelo estilo de lorde Byron e Percy Shelley, em suas poesias, e pelo ar gótico e rebuscado de Horace Walpole (autor do primeiro romance gótico “O Castelo de Otranto”) e por Mary Shelley (autora de “Frankenstein” e “O Último Homem”).
O MORRO DOS VENTOS UIVANTES possui características ímpares diante de seus contemporâneos: enquanto outros se baseavam em ações complexas, geralmente tortuosas, sua estrutura dramática é resultado do choque de vontades, através de uma rica mistura de romantismo e realismo, transbordando de paixão, turbulência e misticismo. O MORRO DOS VENTOS UIVANTES já foi adaptado mais de vinte vezes para o cinema, rádio e televisão.
A versão de William Wyler de 1939, estrelada por Merle Oberon como Cathy e Laurence Olivier como Heathcliff, é considerado um dos grandes clássicos do cinema até os dias de hoje, indicado para sete categorias da mais importante premiação do cinema e vencedora do prêmio por sua fotografia; as versões mais recentes são as de 1992, estrelada por Juliette Binoche e Ralph Fiennes, e a de 2011, estrelada por Kaya Scodelario e James Howson.

O Morro Dos Ventos Uivantes - Wuthering Heights
Emily Brothë
PREÇO DE CAPA: R$ 25,00

É isso! :D
Beijo! :* 

7 de setembro de 2011

Music for my Soul #4

Oi oi oi oi, geeente!
Bom, quarta, feriadão - mentira, já tive que limpar a casa ¬¬. Vim alegrar vocês com uma indicação de um musical hoje, já que o ócio, às vezes, bate forte.
O que eu venho falar hoje, é sobre o filme "Across the Universe", indicação do meu amigo Zani (já que eu não ia fazer nada ontem a noite - mas eu deveria estar estudando...) enfim, é um musical, muito bonitinho.

Ficheiro:Across the universe (2007 film) poster.jpg

O filme se passa na década de 60, retratando suas lutas, paixões e guerras, ambientando toda uma época através da obra dos Beatles. Sim, É um filme com poucos diálogos, mas com várias músicas dos Beatles (pra quem é fã, é bem legal). O filme começa em Liverpool, de onde o inglês Jude (Jim Sturgess) decide partir para os EUA em busca de seu pai. Lá ele conhece Max (Joe Anderson), um estudante rebelde. Torna-se seu amigo e se apaixona por sua irmã (Evan Rachel Wood). Esta por sua vez, acaba envolvendo com emergentes movimentos de contra-cultura, da psicodelia aos protestos contra a Guerra do Vietnã. Em meio às turbulências da época, Jude e Lucy vão passar por situações que colocam sua paixão em choque.

Bom, eu gosto muito de Beatles, então, eu adorei. E as regravações das músicas são ótimas além do Jim Sturgess seduzir muito. E o filme também conta com participações do Bono Vox, do U2, Joe Cocker, Salma Hayek. 

O post anterior a esse, o Coisas Alheias #12, tem uma música, que é do filme. Uma coisa interessante, que meu amigo me disse, depois que eu falei sobre o que tinha achado do filme foi: tem gente que não curte Beatles, porque acha que as músicas  são só da fase 'yeah yeah yeah', só que muita gente não conhece o resto das músicas, o Beatles crescido (palavras dele). 

Destaque para as músicas: Something, Black Bird, Don't Let Me Down, All my Loving, All You Need is Love, Let it Be, Strawberry Fields...

E o filme trás músicas muito bonitas dessa fase "crescida" da banda. Recomendo pra quem curte musical, pra quem curte Beatles, pra quem quer conhecer a melhor a banda.

:*

6 de setembro de 2011

Coisas alheias #12



Era noite. Ela estava sentada na cama, olhando uma foto na tela do celular. E parecia que ela tinha a certeza, tanta certeza, num mundo cheio de controvérsias e coisas incertas. Ela gostava de viver no mundinho dela. Naquele mundinho cheio de livros, histórias, fantasias e músicas lentas. Ela olhava estática para a foto, uma simples fração de segundo, captada por uma câmera. Um sorriso, um momento, uma alegria. Ela olhava com os olhos cheios d'água. Mas não era de tristeza... era de uma alegria que não cabia dentro de seu peito. Era como se ela tivesse andado, andado, andado... e achado, no lugar mais improvável, mais incapaz a sua felicidade... ou grande parte dela. Aquele que necessitava e foi feito sob medida, um recorte perfeito, a peça que faltava, o sorriso que precisava pra seus dias. Os abraços, os beijos...
Ela se sentia tão repetitiva quando precisava falar o que sentia; sentia-se como um disco velho, tocando a mesma canção várias e várias e várias vezes. Mas, ao mesmo tempo, não se cansava da mesma canção. Da sua canção. A melodia que a enxia de vida, de vontade. A música que agradava seus ouvidos, acalmava sua alma. A mão que, delicadamente, contorna-lhe o rosto com os olhos fixos. Ela sabia. Ele sabia. Ela não queria deixar nenhum momento para trás, nenhum milésimo de segundo. Ainda olhando a foto. A música de fundo... sem companhia, mas ela sabia que, mesmo longe, ele estava com ela, em pensamento, em sentimento, em espirito. 

4 de setembro de 2011

Coisas alheias #11

Peguei minha caneca de café, que estava pela metade, e fui me sentar no sol, ignorando que ainda estava de pijama, ou o que eu classificava de pijama. 9h35min  da manhã, sendo que fui dormir as 4h. Uma noite regada de sonhos, preocupações e dores no estômago.
Porém, sentada e sentindo o calor daquela estrela radiante, fazendo com que o meus cabelos recentemente pintados de vermelhos reluzissem ainda mais, parei para pensar na cor vermelha. A cor da paixão. Como era boa. Sentir ela emanando de sua pele para a minha e saber que era tudo tão... verdadeiro. Olhar todas as vezes no celular e ter uma mensagem 'eu preciso tanto de você'. Poder ficar olhando você, tão frágil, deitado em meu colo, pensando que poderia passar o resto dos dias assim. Passando a mão em seus cabelos, olhando seu sorriso de menino. Tão frágil como uma criança que necessita de carinho e falar que não há nada a temer, como se, a qualquer instante, pudesse desmoronar. Mas, ao mesmo tempo, tão homem, tão capaz de me fazer sentir amada, sentir prazer, sentir segura. Tão cheio de si, capaz de botar um sorriso no rosto até quando parece ser impossível, mesmo que para que isso aconteça, seja eu olhar para seu rosto e perceber aquele sorriso bobo brincando em seus lábios. Aquela vontade de abraço. De carinho, afeto, carícias... O vento gelado da manhã me fez arrepiar toda. Eu me sentia um tanto quanto sozinha. Queria você perto com seu calor, e não apenas o calor do sol, ou da caneca quente de café. Era você que eu queria, você. Era você e mais ninguém.

2 de setembro de 2011

Brincadeira literária #1

Oi gente :D
Bom, tava pensando em fazer uma coisa meio diferente... aí, tive a ideia de fazer uma "brincadeira literária". É fácil: Abra o livro em que está lendo na página 54 e escreva um trecho nos comentários! Além de novas sugestões, pode gerar novos interesses por novos livros!
Então, vamos lá.


"23h34
Muito silêncio, no campo. Muito calmo.
23h35
Confortante. Nada sinistro.
23h36
Calmo. Nem um pouco sinistro.
23h37
É sinistro! Muito quieto aqui. Ameaçador. Como se os campos planejassem armar tocaia enquanto eu dormisse! Acendo as luzes de novo. O coração aos pulos. Precisava de alguma coisa para ler, mas morria de medo de ir ao andar de baixo pegar minha InStyle. (...)"

 Cheio de Charme - Marian Keys

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