4 de setembro de 2011

Coisas alheias #11

Peguei minha caneca de café, que estava pela metade, e fui me sentar no sol, ignorando que ainda estava de pijama, ou o que eu classificava de pijama. 9h35min  da manhã, sendo que fui dormir as 4h. Uma noite regada de sonhos, preocupações e dores no estômago.
Porém, sentada e sentindo o calor daquela estrela radiante, fazendo com que o meus cabelos recentemente pintados de vermelhos reluzissem ainda mais, parei para pensar na cor vermelha. A cor da paixão. Como era boa. Sentir ela emanando de sua pele para a minha e saber que era tudo tão... verdadeiro. Olhar todas as vezes no celular e ter uma mensagem 'eu preciso tanto de você'. Poder ficar olhando você, tão frágil, deitado em meu colo, pensando que poderia passar o resto dos dias assim. Passando a mão em seus cabelos, olhando seu sorriso de menino. Tão frágil como uma criança que necessita de carinho e falar que não há nada a temer, como se, a qualquer instante, pudesse desmoronar. Mas, ao mesmo tempo, tão homem, tão capaz de me fazer sentir amada, sentir prazer, sentir segura. Tão cheio de si, capaz de botar um sorriso no rosto até quando parece ser impossível, mesmo que para que isso aconteça, seja eu olhar para seu rosto e perceber aquele sorriso bobo brincando em seus lábios. Aquela vontade de abraço. De carinho, afeto, carícias... O vento gelado da manhã me fez arrepiar toda. Eu me sentia um tanto quanto sozinha. Queria você perto com seu calor, e não apenas o calor do sol, ou da caneca quente de café. Era você que eu queria, você. Era você e mais ninguém.

Nenhum comentário:

Postar um comentário